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5 de abril de 2017 - 16:54Automobilismo Internacional

BTCC: atual campeão sai na frente na abertura da temporada 2017

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Gordon Shedden (à frente dos outros Honda) começou o BTCC em 2017 do mesmo jeito que terminou o ano passado

RIO DE JANEIRO - Gordon Shedden começou a temporada 2017 do British Touring Car Championship (BTCC) do mesmo modo em que terminou o campeonato do ano passado, no qual foi campeão: o escocês de 38 anos venceu uma das três corridas da rodada inaugural disputada domingo passado no traçado Indy de Brands Hatch e já aparece como líder da classificação. A bordo do Honda Civic Type-R da Halfords Yuasa Racing, Shedden ganhou a prova #2 e ainda foi ao pódio na prova #1 com a 2ª posição. Somados esses dois resultados ao sétimo lugar na corrida #3, ele soma 48 pontos, seis a mais que Tom Ingram.

Mesmo com um carro (Toyota Avensis) construído em 2015, Ingram impressionou em Brands ao faturar também dois pódios, com uma vitória na prova inaugural da rodada e uma 3ª colocação, resultados que deixam o piloto da Speedworks Motorsport na vice-liderança, um ponto apenas à frente de Andrew Jordan, que estreou na West Surrey Racing com a vitória na prova #3 e o terceiro lugar na tabela, com 41 pontos.

Outros quatro pilotos conquistaram pódios na rodada inaugural, entre eles Tom Chilton, que se dividirá entre BTCC e WTCC neste ano: o piloto inclusive é um dos que fazem parte da volta da Vauxhall às pistas com o modelo Astra. Chilton foi 3º colocado na prova #3 e está em sexto na tabela, com 29 pontos. Atrás dele vem Colin Turkington, uma das grandes estrelas do campeonato e que, após alguns anos defendendo o Team BMR primeiro com o VW Passat CC e depois com a station wagon Subaru Levorg, voltou a andar de BMW, via West Surrey Racing.

O plantel de carros da temporada 2017 do BTCC é sensacional: 32 carros participaram da rodada tripla. E eu me pergunto o porquê do WTCC não adotar o mesmo regulamento técnico, já que o certame mundial vai começar seu campeonato no Marrocos com um grid exatamente 50% menor que o da série britânica.

Vai entender, né?

Classificação do campeonato após a rodada de Brands Hatch:

1. Gordon Shedden (Honda) – 48 pontos
2. Tom Ingram (Toyota) – 42
3. Andrew Jordan (BMW) – 41
4. Adam Morgan (Mercedes-Benz) – 39
5. Rob Collard (BMW) – 36
6. Tom Chilton (Vauxhall) – 29
7. Colin Turkington (BMW) – 26
8. Jack Goff (Honda) – 25
9. Mat Jackson (Ford) – 22
10. Michael Epps (Volkswagen) – 20
11. Matt Neal (Honda) – 18
12. Josh Cook (Ford) – 12
13. Rob Austin (Toyota) – 11
14. Áron Taylor-Smith (MG) – 7
15. Jake Hill (Volkswagen) – 6
16. Matt Simpson (Honda) – 5
17. Jason Plato (Subaru) – 4
18. Senna Proctor (Vauxhall) – 3
19. Dave Newsham (Chevrolet) e Ollie Jackson (Audi) – 2
21. Daniel Lloyd (MG), Martin Depper (Ford) e Jeff Smith (Honda) – 1

4 comentários

  1. fernando disse:

    Quais são as maiores diferenças tecnicas entre as categorias?

    O problema do WTCC e do automobilismo no geral é essa dependencia das montadoras, o WTCC vive de reinados, a Chev veio cagou dinheiro lá e levou 4 ou 5 canecos seguidos… ai ela pulou fora ai veio a Citroen e fez exatamente o mesmo, ou seja vem uma montadora dominante de tempos em tempos e injeta uma grana q ngm vai conseguir competir com ela, leva tudo e pula fora… e a categoria ta ladeira a abaixo.

    • Rodrigo Mattar disse:

      Fernando, o WTCC optou por um regulamento próximo ao do WRC em termos mecânicos, enquanto o BTCC mantém a mesma fórmula de disputa há anos. Fora que o envovlvimento das montadoras até existe, mas não é tão escancarado quanto chegava e chega ainda a ser no Mundial de Turismo. Você apontou para uma questão importante: as montadoras investem e depois de um tempo saem fora. Chevrolet, Citroën e SEAT fizeram isso. A Lada não gastou tanto, mas caiu fora. Sobraram só Volvo e Honda pra contar história. É muito pouco.

  2. Menos El Orso disse:

    Mas o WTCC ainda existe? Exageros a parte, o mundial só chegou a empolgar no meio dos anos 2000, de lá pra cá, se tornou a categoria mais asséptica e oficiosa o possível.

    A nítida impressão passada é de que o dia em que a FIA parar de investir, o campeonato morre na mesma instantaneamente.

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