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7 de março de 2017 - 11:13Mundial de Endurance

Ameaça nipônica

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Insatisfeita com os rumos do regulamento técnico do Mundial de Endurance, a Toyota pode cair fora da competição…

RIO DE JANEIRO - Deu na imprensa internacional: a Toyota ameaça sair do Campeonato Mundial de Endurance (FIA WEC) caso haja uma modificação drástica no regulamento técnico prevendo uma diminuição do uso de tecnologia híbrida.

O campeonato passa por um período complicado na classe LMP1, por conta da disparada dos custos e isso inclui o investimento em tecnologias de motores auxiliares elétricos, como os que Porsche e Toyota – hoje os únicos construtores oficiais de fábrica, após a debandada da Audi – vêm desenvolvendo.

“A principal razão para participarmos no WEC é desenvolver a tecnologia especialmente a híbrida, por isso seria praticamente impossível à Toyota regredir nesse capítulo. Desenvolver a tecnologia híbrida é a razão de ser do nosso programa”, afirmou o diretor técnico Pascal Vasselon.

A Toyota confirmou sua presença no Mundial em princípio apenas até o fim deste ano e os japoneses já fizeram ACO e FIA saberem que não estão muito satisfeitos com o chamado ‘congelamento’ do desenvolvimento dos Esporte-Protótipos com sistemas híbridos até 2019 e a consequente discussão sobre mudanças técnicas previstas para 2020, exatamente para evitar uma nova disparada nos custos.

Esse é o principal problema que impede, por exemplo, que a Peugeot queira voltar ao WEC. O CEO do grupo PSA (que recentemente fechou a compra da Opel e da Vauxhall), o português Carlos Tavares, sugere que a LMP1 diminua a escalada tecnológica como condição para o regresso do construtor francês.

Talvez esse seja o maior desafio não só da FIA como também do Automobile Club de l’Ouest, que organiza o WEC em conjunto com a entidade máxima do desporto automobilístico e também as 24h de Le Mans. “Nada está acordado e nada está decidido – queremos discutir todas as possibilidades de modo a haver uma grande redução de custos para 2020”, afirmou a propósito o diretor esportivo do ACO, Vincent Beaumesnil.

4 comentários

  1. Fernando Silva disse:

    E que os gestores encontrem uma solução que seja boa para ambas as partes…não podemos correr o risco de mais essa debandada de uma equipe como a Toyota.
    Seria praticamente fatal para a classe LMP1.

  2. Luciano disse:

    Que o pessoal da WEC que abram bem os olhos… A LMP1 está fazendo água e se os japoneses derem o fora, quem garante que os alemães da Porsche ficarão sozinhos?? E vejo a IMSA muito mais atraente, tanto em competitividade e em custos. Os japoneses tem investido em tecnologia híbrida e já oferece carros assim (o Prius, o Miraii e as próximas gerações do seu best seller, o Corolla, só terá propulsão híbrida) e também lembremos que eles querem ganhar as 24 horas de Le Mans de qualquer jeito e desconfio se os danados tirarem a zica, vão dar no pé…
    A WEC tem que ser repensada urgentemente senão morre…

  3. luigi disse:

    Alemães e japoneses ,gostam de coisas tecnológicas e avançadas ,não atoa que são os países que mais contribuem para o que existe neste mundo moderno e tecnológico, já portugueses se contentam com caravelas, é só ver no I D H a posição de cada país

  4. Vinicius disse:

    Mais uma vez a FIA matando o WEC como em 1992….

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