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1 de fevereiro de 2017 - 15:5524 Horas de Le Mans

Le Mans 2017: o que vem por aí

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Quem será que estará nesse grid em junho? Respostas, amanhã…

RIO DE JANEIRO (Ansiedade…) - Chega fevereiro e vem a época que os fãs da Endurance tanto aguardam: o anúncio oficial do Automobile Club d’Ouest (ACO) da lista de titulares e suplentes para a 85ª edição das 24h de Le Mans 2017. De quebra, também saberemos os times fixos do FIA World Endurance Championship e do Endurance Le Mans Series (ELMS).

Amanhã, a partir das 13h de Brasília, 16h de Paris, conheceremos as equipes que vão abrilhantar a corrida longa mais tradicional do planeta. Inaugurada em 1923, as 24h de Le Mans são o primeiro evento de provas longas que se aproxima dos 100 anos de sua primeira disputa. Uma marca tão significativa quanto histórica.

Mas que o ACO e a FIA não abram os olhos: as 24h de Daytona mostraram uma realidade em que o IMSA Weather Tech SportsCar Championship hoje tem um regulamento muito mais atrativo e acessível a todos os participantes. Os ianques sabem promover seu show como ninguém e a estreia dos novos protótipos DPi – com vitória de um puro-sangue dos EUA com motor 6,2 litros, ainda que vestindo um chassi italiano Dallara – mostrou que há um caminho interessante a ser seguido.

Com base nas projeções que vêm sendo feitas pelos colegas do exterior, o blog hoje traz um panorama do que possivelmente veremos na apresentação comandada – creio eu – por Bruno Vandestick. O blog vai trazer o streaming do evento AO VIVO e na íntegra.

LMP1 (6 carros)

A classe principal de protótipos sofrerá – e muito – com a perda da Audi Sport Team Joest e a debandada da Rebellion Racing para a LMP2. Sem pelo menos quatro carros – dois com plenas condições de brigar pela vitória – a principal divisão de Protótipos deverá contar com apenas seis carros nesta edição das 24h de Le Mans – o total mais baixo desde a criação do FIA WEC.

Atual bicampeã mundial, a Porsche mantém intactos os planos de alinhar dois 919 Hybrid que vêm sendo desenvolvidos e aperfeiçoados pela turma de Weissach. A grande atração é a contratação de Andre Lotterer e a estreia de Earl Bamber e Nick Tandy como pilotos fixos, substituindo Marc Lieb, Romain Dumas e Mark Webber – este último se aposentou.

A Toyota é que deve confirmar a opção de inscrever um 3º carro pelo menos nas três primeiras etapas do ano – e possivelmente nas 6h de Fuji. O argentino Pechito López, tricampeão do WTCC, é o novo recruta – faltando apenas o anúncio oficial. Fala-se em Pipo Derani para o programa do terceiro carro junto a Ryo Hirakawa e Stéphane Sarrazin, com vistas a uma vaga oficial permanente em 2018. A ver.

O único construtor não-oficial será a ByKolles: o time de Greding vai alinhar uma versão revista em termos de aerodinâmica e construção do CLM P1/01, que será equipado com o mesmo motor Nissan biturbo que estava montado no fracassado protótipo GT-R LM Nismo do construtor japonês.

LMP2 (25-28 carros)

Será a classe mais numerosa nas 24h de Le Mans em 2017 por conta da opção de baixo custo que a divisão oferece aos times, obrigados a ter pelo menos um piloto de graduação inferior – prata ou bronze – em seus carros.

A principal equipe da divisão em Sarthe será a Rebellion Racing, principalmente para o torcedor brasileiro, em razão da presença de Bruno Senna e Nelsinho Piquet, garantidos a tempo inteiro na disputa do FIA WEC. Outra atração do time helvético é a presença de Nicolas Prost.

Rubens Barrichello será mais um brasileiro a estrear nas 24h de Le Mans: o piloto, que faz 45 anos em maio, dividirá um protótipo Dallara do Racing Team Nederland com Frits Van Eerd e o veteranaço Jan Lammers. A equipe disputará a temporada completa do ELMS.

O WEC terá ainda a participação confirmada da TDS Racing e da G-Drive Racing, que usará a estrutura do time de Xavier Combet e Jacques Morello para alinhar um protótipo Oreca 07. A Signatech Alpine confirmou também a permanência no Mundial, pelo menos com Nicolas Lapierre. Gustavo Menezes, que ajudou a equipe a conquistar o título ano passado, não foi ainda anunciado. A Manor WEC, que anunciou a passagem para a classe LMP1 em 2018, deve seguir na disputa nesta temporada.

Os chassis Oreca deverão ser maioria absoluta no plantel de inscritos. Mais de 15 bólidos construídos no ateliê de Hughes de Chaunac participarão da prova na classe LMP2. A Dallara atenderá pelo menos à Racing Team Nederland e ao time italiano Cetillar Villorba Corse – se este conseguir uma vaga como titular, é bom lembrar. Outros possíveis clientes são a High Class Racing, a KCMG e a ART Grand Prix, em parceria com os russos da SMP Racing – a Cosmos GP não deve se materializar. A Riley Technologies verá somente um único carro em Sarthe, alinhado por Ben Keating.

A Ligier, que não deve ter nenhum carro seu no WEC em 2017, vai atender a uma variada clientela: Tockwith Motorsports, Algarve Pro Racing, Panis-Barthez Competition, United Autosports, Eurasia, IDEC Sport e RLR Motorsport devem ter chassis da Onroak Automotive em Sarthe. Vamos ver se também se materializam os planos dos holandeses da V8 Racing e dos belgas da WRT.

Uma pena a confirmação do ano sabático da RGR Sport, impelida pelos problemas financeiros que o México atravessa (efeito Trump?) e da Greaves Motorsport.

LMGTE-PRO (13-14 carros)

Principal divisão de Grã-Turismo, com pilotos profissionais, a LMGTE-PRO deve concentrar as atenções do maior número de fabricantes oficiais em disputa no WEC deste ano. A Porsche, com o novo 911 GTE, será uma das grandes atrações em busca de mais um triunfo em Sarthe. Mas a Ford – atual campeã – deve manter o investimento com um programa que engloba o time do Mundial e o da IMSA, levando quatro carros. Esperamos ver Tony Kanaan num deles, inclusive.

A Corvette vem para a batalha com seu time oficial e há quem diga que a Larbre Competition – finalmente! – conseguiu um apoio de fábrica para trazer o construtor dos EUA para a briga. Três Ferrari devem alinhar, sendo duas pela AF Corse e uma pela Risi Competizione. E a Aston Martin segue com pelo menos dois carros oficiais de fábrica em 2017 para tentar levar o caneco do WEC como neste último ano, com Marco Sørensen e Nicki Thiim.

Para 2018 e além, a coisa promete ser ainda melhor: a BMW está confirmada com um novo carro, a Lamborghini tem planos de construir um LMGTE-PRO com base no seu Huracán e até a Lexus cogita a possibilidade de construir um carro baseado no RC-F atendendo ao regulamento técnico desta categoria.

LMGTE-AM (12-13 carros)

Na classe LMGTE-AM, que a partir de 2017 permite os modelos enquadrados no regulamento técnico da LMGTE-PRO, poderá haver problemas para o fechamento das vagas. Não são todas as equipes que dispôem hoje de dinheiro e principalmente de estrutura para manter um carro adequado às necessidades técnicas. Mas muitos vão tentar.

O WEC tem pelo menos três times confirmados: a Clearwater Racing, de Cingapura; a AF Corse, em parceria com a Vista Jet; e a Aston Martin Racing, com o esquema sustentado por Paul Dalla Lana. Cabe lembrar que aqui há a obrigatoriedade de se apresentar dois pilotos prata ou bronze numa tripulação de três pilotos.

A Proton Competition deve alinhar dois 991 RSR, sendo uma inscrição fixa do WEC (a confirmar) e outra do ELMS, que também deve ter mais uma Ferrari da AF Corse inscrita no certame europeu a alinhar em Le Mans. Um quinto carro do Mundial pode ser um Corvette C7-R via Larbre Competition. E dos convites distribuídos pelo ACO, JMW Motorsports, DH Racing, Aston Martin Racing e TF Sport devem honrar os convites. A Scuderia Corsa confirmou que terá duas Ferrari 488 GTE na disputa também.

Numa previsão bastante otimista, o ACO espera contar com pelo menos 12 carros nesta classe nas 24h de Le Mans.

8 comentários

  1. Armando Vieira disse:

    Apenas para lhe transmitir sinceros parabéns pela cobertura que você dá às provas de Endurance. Sou um verdadeiro fã de Le Mans e de todas as provas dessa modalidade. Continue assim. Muito obrigado.

    Armando

  2. Raider Lopes disse:

    A corrida é interessante, mas na questão de público pelo menos o que vi estava vazio…

  3. Fernando Silva disse:

    Como consequencia do grid diminuido, creio que teremos no WEC o mesmo que vimos na prova de Daytona no domingo: O destaque maior para as classes LMGTE, principalmente para a Pro. Isso considerando o fato de que na LMP2 há um potencial de grandes disputas também.
    Para a LMGTE-Am, já comentei algumas vezes e vou reforçar: Depois do que vimos nas 24h de Daytona na GTD acho que o WEC deveria considerar a idéia de adotar para a classe os carros da configuração GT3, assim certamente atrairiam mais fabricantes (inclusive a própria Audi…), equipes e pilotos. Não acho impossível nem absurdo…

    • luigi disse:

      Eu particularmente acho, que o verdadeiro espirito de Le Mans esta justamente na categoria LM GT , lembrando que os Bentley Boys ,segundo a lenda ,vinham dirigindo seus carros desde Calais e se você tiver muuuuuuito dinheiro ,pode ter um semelhante para as voltinhas de final de semana,já um LM P 1 quem sabe ,um dia poderá ter um carro que hoje as tecnologias estão sendo desenvolvidas. Daria para fazer uma lista bem extensa de tudo que foi desenvolvido em, Le Mans e hoje é usado em carros de produção para motoristas comuns.

  4. Fernando Silva disse:

    Grid diminuido da LMP1, quis dizer…

  5. Claudio disse:

    Bom os organizadores abrirem os olhos mesmo, o campeonato está encolhendo, e se os custos não diminuírem a tendência é diminuir ainda mais a quantidade dos participantes regulares do campeonato

    • luigi disse:

      Desde que não diminua em qualidade e tecnologias é melhor do que ver um monte de carros velhos ,que só representam um automobilismo do passado e o grande espetáculo não é a corrida propriamente dita e sim a grandeza dos acidentes que estes carros ultrapassados conseguem fazer ,estando agrupados .É a filosofia das corridas americanas ,que europeu não aprecia muito.

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